A compaixão não é inata, mas pode ser desenvolvida
Num mundo cada vez mais acelerado, competitivo e centrado no desempenho, a compaixão surge frequentemente como uma qualidade desejável, mas muitas vezes considerada inata: ou se nasce compassivo ou não. Contudo, a investigação científica das últimas décadas sugere exatamente o contrário. A compaixão pode ser desenvolvida, fortalecida e treinada, tal como qualquer outra competência humana.
Antes de mais, importa distinguir três conceitos frequentemente confundidos: simpatia, empatia e compaixão.
A simpatia consiste em reconhecer o sofrimento de alguém e sentir preocupação ou pena pela situação. É uma reação afetiva importante, mas tende a manter uma certa distância entre quem observa e quem sofre.
A empatia........
