As boas intenções que políticos (e jornalistas) adoram e fazem naufragar a habitação
Por que raio insistimos em políticas que parece que “soam bem”, mas destroem as cidades que pretendem salvar?
Dizia Milton Friedman que “um dos grandes erros é julgar políticas e programas pelas suas intenções, em vez dos seus resultados”. Poucos sectores da vida pública ilustram tão bem esta máxima como a habitação. No Ocidente, vivemos um ciclo vicioso: governos propõem medidas que, pelo menos para parte do eleitorado, soam moralmente positivas. A comunicação social aplaude o “heroísmo” da intervenção. E, anos depois, o resultado é invariavelmente o mesmo: menos casas, preços mais altos e (muito) maior exclusão social.
Mas por que é que continuamos sempre a perseguir o que já falhou, tanto em argumentos como em ações? Para uma certa elite política e mediática, o que importa não é a eficácia empírica, mas a sinalização de virtude. Propor um teto de rendas ou banir investidores estrangeiros - ou, até que um certo........
