Os nomes que não vêm no cartaz
de eu próprio os notar
a outros dar o prazer
Os eventos culturais, como quase tudo o que vale a pena, não são feitos pelos nomes que aparecem no cartaz, são feitos pelos nomes invisíveis para a maioria dos espectadores.
Passei os últimos dias a assistir a uma coreografia silenciosa de gente que resolve problemas antes de eles existirem. Pessoas que carregam caixas, reorganizam cadeiras, recebem convidados, encontram uma solução quando parecia já não existir nenhuma. Pessoas que respondem a uma chamada às sete da manhã e a outra à meia-noite com a mesma disponibilidade. Que fazem muito mais do que aquilo para que foram contratadas, que substituem um colega sem ninguém lhes pedir, que sabem onde está a fita-cola, o cabo, o motorista, a tradutora, o livro que desapareceu, a chave que faz falta, que abdicam de férias para trabalhar por amor a uma pessoa, a uma ideia.
Nunca tinha pensado nisto com tanta clareza: um........
