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Cinco lições de uma crise, à beira do Mondego

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24.02.2026

No essencial, há cinco lições que não podemos ignorar depois do que vivemos aqui, junto ao Mondego (e em outros pontos do país, como a fustigada região de Leiria), sob ventos e inundações que arrancaram telhados, arruinaram casas e fábricas, cortaram estradas e, tragicamente, tiraram vidas. Crises como esta não são apenas episódios meteorológicos extremos; são testes à capacidade do poder público - a nível local, regional (se existisse, como devia), nacional e europeu - de antecipar, responder e aprender.

A primeira lição é simples, mas teimosamente esquecida: a gestão pública tem de ser desenhada para lidar com o inesperado. Estratégias, planos de ação e recursos - humanos e financeiros - devem prever cenários alternativos e acomodar custos não-antecipados. Isso implica resistir à tentação de esvaziar as “almofadas financeiras” para ganhos eleitorais imediatos, como vimos acontecer há pouco tempo em Portugal. Governar é preparar, não apenas........

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