Portugal: o paradoxo entre o país do sol e a nação que fica para trás
Esta semana, numa conferência organizada pelo Diário de Notícias dedicada ao tema de fusões e aquisições, a análise que se se fez não surpreendeu: Portugal tem demasiadas pequenas e médias empresas – que, graças a uma tempestade de dificuldades, “não conseguem explorar todo o seu potencial”, referiu José Maria Brandão de Brito, secretário de Estado do Orçamento – e desdenha do trabalho e do sucesso das grandes.
Aliás, têm-se intensificado, ao longo dos últimos anos os discursos contra os “grandes lucros” (nunca se percebeu exatamente a partir de quando um lucro é grande ou demasiado) ou “as grandes riquezas” (idem), com propostas de taxar cada vez mais quem consegue criar alguma riqueza num país onde ela não abunda.
O peso na criação de emprego das PME nacionais é significativamente superior, quando comparado com outros países europeus – como a Alemanha – e isso gera novo problema. As PME (e, no caso português, as micro) pagam, por norma, salários menores e são menos competitivas que as grandes empresas, porque não conseguem competir em termos de escala. Nem em compras, nem em retenção de talento, nem em vendas.
Durante muito tempo criou-se a ideia de que todos devemos ter o nosso próprio negócio. A entrada de muito........
