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Brasil, sempre

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11.09.2026

O vento ouve-se, se soprar forte. E por isso começo com estrondo, na esperança de que possamos pensar em conjunto acerca de um tema que tem dividido a sociedade portuguesa: o que estamos a fazer com a AIMA é uma traição à Pátria, uma deslealdade aos nossos 900 anos de História, o ressuscitar de uma inquisição não-inteligente. Ver brasileiros em fila de espera a ser tratados como se não falassem a mesma língua, como se não fossem o resultado do que ousámos, do nosso sangue, da nossa capacidade e loucura de irmos ao encontro do que desconhecíamos, ao encontro do outro, dos outros, é um ultraje. Este é o nosso sangue que regressa e estamos a expulsar uma parte importante dessa nossa gente, a abrir-lhes a porta para que possam fugir para Espanha ou para a Itália. Nunca ninguém quis vir para cá e agora querem vir e nós expulsamo-los e condenamo-los a intermináveis filas de espera?

Temos de tratar bem as pessoas que nos procuram.........

© Diário de Notícias