Por dentro dos temporais
A sucessão de tempestades que têm mortificado e destruído pessoas e bens por todo o nosso país assumiu uma tal dimensão que, naturalmente, se veio entrosar com a eleição presidencial, modificando os focos das campanhas e talvez os sentidos de voto dos eleitores (será?).
Tenho tendência a acreditar que neste momento as decisões dos eleitores estão já tomadas, muito mais do que na primeira volta, porque a dicotomia é clara e inequívoca. Não quer isto dizer que eu esteja tranquilo, porque nunca devemos facilitar. Mas a influência dos desastres ocorridos irá pesar mais no julgamento que será feito pelas populações sobre as reações dos poderes públicos, nacionais e locais, aos desastres em curso, do que no seu juízo sobre os candidatos à Presidência da República.
Nunca esquecerei a magnitude da manifestação de pesar dos portugueses........
