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Obesidade: chamámos-lhe doença. Falta tratá-la

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17.10.2026

Uma doença não se trata por decreto.

Portugal reconheceu a obesidade como doença crónica em 2004. Vinte e dois anos depois, o que mudou verdadeiramente na resposta às pessoas e na vida daqueles que vivem com obesidade?

Mais do que diplomas ou estratégias, são estas as mais importantes medidas da nossa capacidade de enfrentar aquele que representa um dos maiores desafios de saúde pública no nosso país. É pelos resultados que essa resposta deve ser avaliada.

A obesidade é uma doença complexa e multifatorial e a resposta tem necessariamente de refletir essa complexidade. Não pode depender de uma única solução, de uma consulta isolada ou da capacidade de cada pessoa encontrar, por si própria, o caminho dentro do sistema. Tratar a obesidade exige integração e acompanhamento, ao longo da vida.

Começa nos cuidados de saúde primários, onde a doença deve ser identificada e acompanhada precocemente. Exige critérios claros de referenciação quando são necessários cuidados diferenciados. E pressupõe acesso a equipas capazes de integrar diferentes competências e diferentes opções terapêuticas, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Esta resposta torna-se ainda mais urgente num país em que o perfil de saúde da........

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