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17.08.2026

Numa declaração aduaneira chinesa, em 2024, um motor de aviação foi descrito como unidade de refrigeração industrial. Não era. Era um L550E fabricado em Xiamen, com destino à fábrica de Izhevsk que monta o Garpiya, o drone que a Rússia lança contra cidades ucranianas a um ritmo de cerca de 500 por mês. Aquela linha falsa regista um preço, e o preço não é o do motor.

A tese corrente diz que a China apoia a Rússia. É verdade e é insuficiente. Pequim dá o bastante para que a Rússia não perca, nunca o bastante para que ganhe, e nunca de forma tão ostensiva que se exponha. Um limite mantém o Ocidente desgastado. Outro mantém Moscovo dependente. O terceiro protege o acesso chinês ao mercado europeu e ao sistema financeiro americano, que valem mais do que a Rússia inteira.

Comece-se pelo dinheiro. A campanha ucraniana de drones pôs a refinação russa no valor mais baixo em 24 anos, com perto de um quarto da capacidade parada. O efeito é perverso: sem poder refinar, Moscovo exporta crude em bruto, e o crude tem essencialmente dois compradores. As importações chinesas de crude russo subiram 13% só em Junho. Cada refinaria atingida aperta o nó que liga o orçamento........

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