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Quando a política deixa de servir as pessoas

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13.07.2026

A política tem um único propósito. Servir as pessoas.

Quando não as serve, perde o propósito e sobra apenas o espetáculo. Talvez seja essa uma das razões principais pelas quais os portugueses se desligam da política e dos políticos. Mas é também por este critério que os dois anos de Governo devem e podem ser avaliados.

O veredicto é duro. Em cinco áreas fundamentais, o país anunciado na narrativa oficial não coincide com o país real onde as pessoas vivem.

Na imigração o Governo prometeu ordem e entregou desordem, esquecendo que o próprio PSD defendeu anos a fio a extinção do SEF e pouca iniciativa deixou ter na abertura de concursos para o corpo de inspetores do então SEF ao longo do anos.

Sei bem do que falo. A ignorância com que alguns responsáveis agora falam esquece que um serviço público de excelência, mesmo que um serviço de segurança, dificilmente sobrevive se não for renovado ao longo dos anos sem ficar descapitalizado do seu fator mais importante: as pessoas.  

Memória curta, dirão uns. Consequência da política de portas abertas, dirão outros, consoante o lado em que momentaneamente se encontram.

Em boa verdade, nada disto importa, se nada for entregue às pessoas!

Claro que o processo não foi isento de erros, todos sabemos, mas acabou-se com a manifestação de interesse sem criar alternativas em tempo útil, e são os próprios patrões – não a esquerda ou........

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