As três vias de Trump na guerra contra o Irão
Há decisões políticas que parecem movimentos calculados e há outras que soam a formas de ganhar tempo. Os cinco dias que Donald Trump concedeu ao Irão para negociar pertencem claramente à segunda categoria. Não representam uma janela realista para um acordo, mas antes uma tentativa de Washington ganhar tempo numa fase em que as cartas que tem na mão, perante um inimigo fugidio, parecem ser pouco favoráveis. A Casa Branca percebe que perdeu a iniciativa estratégica e tenta, com este prazo, recuperar algum controlo sobre o conflito.
O problema dos EUA é que, neste momento, quem dita o ritmo é o Irão. Não porque seja militarmente superior, mas porque descobriu como transformar a sua vulnerabilidade numa vantagem estratégica. Teerão percebeu que não precisa de derrotar os Estados Unidos ou Israel no campo de batalha para impor custos intoleráveis. Basta-lhe interromper o tráfego........
