O político a quem tudo se permite
Carlos Moedas pode continuar sem deixar obra que marque a memória dos lisboetas, mas há um mérito que ninguém lhe tira: a capacidade de construir, repetidamente, uma narrativa em que a crítica, a exigência e a responsabilidade raramente lhe tocam.
Moedas, pela falta de escrutínio, é o político a quem tudo parece ser permitido. Surfando a onda do populismo, sustenta o seu discurso numa rejeição implícita dos partidos, procurando colocar-se acima deles como uma figura independente e agregadora. Algo que não é original: também Cavaco Silva tentou cultivar essa imagem de suprapartidarismo, que rapidamente colidiu com uma realidade que revelou o contrário, já que sempre atuou como referência de um bloco partidário.
Moedas segue o mesmo guião, mas sem peso institucional,........
