A empresa que desaprendeu a esperar
São 22h47. O telemóvel vibra. “Precisamos de decidir isto hoje.” Já recebi esta mensagem muitas vezes. E, provavelmente, também já a enviei.
Durante anos, a minha reação foi quase automática: abrir, responder, decidir. Afinal, é isso que se espera de um líder, certo? Estar disponível. Resolver. Não deixar problemas para amanhã.
Hoje tenho mais dúvidas.
Naquela noite não havia uma fábrica parada. Não havia um cliente a cancelar. Não havia pessoas em risco. Havia apenas uma frase que se tornou perigosamente normal nas empresas: “É urgente.” Respondi.
Alguém enviou outro e-mail. Uma equipa alterou uma apresentação. Outras pessoas interromperam o que estavam a fazer. Às 23h36, o assunto estava “resolvido”.
Na manhã seguinte fiz uma pergunta que devia ter feito na noite anterior: o que teria acontecido se tivéssemos esperado até de manhã?
Foi aí........
