"Quando prevenir é menos importante que investigar"
Começo por lançar mão de um brocardo antigo para contextualizar o escopo deste artigo, amplas vezes utilizado, e que serve o seu propósito: “É melhor prevenir do que remediar.” Há quem atribua a paternidade deste aforismo a Bernardino Ramazzini, nascido no século XVII e conhecido como o “pai da Medicina do Trabalho”, havendo outros que se lhe seguiram, com um recorte diferente, como um dos pais fundadores dos EUA, Benjamin Franklin, que várias vezes lembrou que “An ounce of prevention is worth a pound of cure” – i.e., uma onça de prevenção vale mais do que uma libra de cura.
E é neste domínio que decidi escrever sobre algo que considero vital, e que é muitas vezes contrabalançado por endeusamentos que não têm em linha de conta, parece-me, a real importância de cada missão.
É inequívoco que a investigação criminal ganhou uma supremacia e prevalência por comparação com outros segmentos de actuação do sistema de segurança interna, entre outros, a área da segurança rodoviária, da ordem e segurança públicas, e até, este é o ponto, da prevenção criminal.
E digo isto porque me parece que será mais importante criar condições para que um crime de homicídio não venha a ter lugar, do que procurar os seus autores; tal como será mais importante evitar ou impedir que um crime de violência doméstica ou de violação continue a ser cometido, que vir posteriormente a procurar responsabilizar quem o cometeu; ou até criar condições para que menos mortes ocorram nas estradas, que depois investir em equipas........
