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A derrota preventiva

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Na semana em que uma sondagem voltou a colocar o PS à frente das intenções de voto, parte do partido concentrou-se em discutir o que fazer se perder. Carlos César admitiu a hipótese de um bloco central; Ferro Rodrigues defendeu-o e António Barreto juntou-se ao coro. Carneiro afastou-o e pediu reciprocidade. Fez bem: o principal prejudicado por essa solução seria o próprio Partido Socialista.

As próximas eleições legislativas, se nada as precipitar, serão em 2029. Com o PS a liderar a média das sondagens desde março e três dos quatro barómetros de outubro, ser o PS a convocar para o debate o cenário em que perde é contraproducente. E fazê-lo a dois anos e meio das urnas é abdicar do capital que as sondagens lhe dão para se consolidar como alternativa e concentrar-se no cenário de uma derrota preventiva.

O calendário não podia ser mais errado. Em menos de quinze dias, arrancam os Estados Gerais do PS, convocados para construir uma alternativa de governo. Que sentido faz pedir à sociedade civil que ajude o PS a distinguir-se do PSD e, ao mesmo tempo, discutir uma coligação entre ambos?

Portugal teve um único bloco central. Nasceu de uma emergência: FMI, inflação acima de 20% e adesão à CEE por concluir. Cumpriu o seu papel,........

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