“Braga precisa de crescer, não de...”
Setembro trouxe de volta as rotinas, as mochilas e o trânsito à porta das escolas. Mas para muitas famílias jovens de Braga, a pergunta deste mês não foi qual a escola ou qual o horário. Foi, simplesmente, se havia lugar. Conheço casais que se inscreveram em creches ainda durante a gravidez e que, meses depois, continuam a ver o nome do filho a descer lentamente numa lista que parece não ter fim. Conheço mães que adiaram o regresso ao trabalho não por escolha, mas porque não tinham onde deixar o bebé. Esta não é uma exceção. É hoje a realidade normal de quem decide ter filhos nesta cidade. A gratuitidade das creches foi uma das medidas sociais mais importantes dos últimos anos, e orgulho-me de ela ter nascido de uma governação socialista. Mas uma creche gratuita a que não se consegue aceder é uma promessa cumprida apenas pela metade. Os números nacionais são claros: das cerca de 250 mil crianças até aos três anos, só perto de 127 mil têm lugar no programa Creche Feliz. Pouco mais de metade. As restantes ficam em respostas pagas, em amas, com os avós, ou simplesmente fora do sistema. E quem........
