“Política de Pacotilha”
Quem o ouvisse no dia anterior à votação haveria de pensar que o Ventura se chegaria à frente na questão do Pacote Laboral. Que empolgado estava! Digo que quase senti que entrássemos no São João com o Pacote do Ventura, arrumado em pobre embrulho o Pacote da Palma Ramalho. Digo que quase vi o André lado a lado com o Luís em modo de marchinha popular, um e outro empenhadíssimos no salto geracional lusitano, um e outro com horas de banco à boa em prol do patrão, porque em casa não os esperem de sorriso pronto, com um carinho de cara-metade e prole, com uma sopita apurada e sobremesa de bondades paterno-filiais. Banco individual de horas, mas a que propósito? Mas por graça de que progresso pessoal, familiar, mesmo patronal? Se compararmos empresas previdentes e organizadas, empresas que remuneram acima dos valores de base, empresas que premeiam e que distribuem vantagens, empresas em que o trabalhador olha de frente para o patrão e lhe deseja muitos e bons anos,........
