“A Capela dos Ratos”
A Capela do Rato figura no imaginário da resistência ao Estado Novo. A Capela do Rato vale por exemplo de que nem toda a igreja é reaccionária, de que nem todo o clero é retrógrado, de que nem todos os crentes dão de si como espíritos tacanhos. Isto dito: presta-se a Religião para que dela se aproveitem? Sim, claro. Mas, quando assim é, não há que iludir o facto de que a indecência recaia por inteiro em quem pretenda mascarar intenções demoníacas com recolhimento angélico, em quem se bata por recomendação beatífica para disfarçar iniquidades de carácter. Cabe a carapuça a truão que temos por cá, que a seu tempo cairá em desgraça, que ficará ou não na História, sendo que a ficar será pelas misérias que deixe por marca, e pelos arrependimentos de punho cerrado batido contra o peito de quem confiou. A ele e à pandilha de finalistas do pior escol em evasão académica. Com malta assim não é preciso contratar onerosa equipa de demolição – eles fazem tudo........
