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“O estranho de Braga que...”

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08.02.2026

Na nossa região surgem, ocasionalmente, alguns episódios caricatos que envolvem pessoas que aparentam sofrer de algum tipo de distúrbio, devido aos comportamentos anormais que demonstram. Quem não se lembra de, até há bem pouco tempo, no centro de Braga, existir uma figura que fazia do centro histórico o seu domínio, falando e cantando muito alto, tomando banho ou lavando roupa no chafariz da Praça da República?
Episódios deste género já ocorreram noutras épocas, o que motiva a recordação de alguns deles. Na penúltima década do século XIX, o centro de Braga era frequentado por um cidadão que revelava um comportamento invulgar. Tratavase de um membro de uma família com alguma notoriedade na época, mas que apresentava distúrbios psicológicos evidentes. Tinha a mania de transportar flores sempre consigo. Outro dos seus hábitos diários era tomar chá debaixo da Arcada. Era então que provocava as raparigas que passavam, gritando-lhes: “Olé, olé; quer café, quer café?”.
Estes gritos estridentes, proferidos por este homem caricato, atraíam muita gente, sobretudo rapazes que vagueavam pelo centro da cidade. Esses jovens respondiam com vários impropérios, o que tornava tais episódios reprováveis para muitos dos que por ali passavam. Segundo “O Constituinte”, de 27 de outubro de 1888, este infeliz homem recebia uma boa mesada e possuía uma grande fortuna. Por essa razão, aconselhava-se que fosse tratado com caridade “conduzir a casa da família, para o forrar aos insultos que o rapazio já lhe vae dirigindo”.
As injúrias de que era alvo nem sempre corriam bem, como foi o caso que ocorreu a 25 de outubro de 1888, quando se exaltou, de tal forma que “causava compaixão, invocando o seu nome, as tradições da sua família, e a honradez e........

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