“Chega de parolice universitária ”
Estalou recentemente uma controvérsia na sequência de uma decisão do atual reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira, que determinou um prazo de 90 dias para que a denominação oficial de cada unidade orgânica da UNL passe a ser utilizada em língua portuguesa em documentos, plataformas digitais, suportes físicos, atos e procedimentos administrativos. A necessidade da emissão desse despacho reitoral decorre do facto de várias IES portuguesas terem resvalado para aquilo que o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia designou como “anglofolia pacóvia”. Particularmente visadas estão as auto-rebatizadas Nova School of Business & Economics, Nova School of Law e Nova Medical School, que, na prática, enjeitaram a língua portuguesa. A justificação apresentada é a da internacionalização, um argumento cómodo e intelectualmente preguiçoso. Como assinala, com equilíbrio, Paulo Pereira, nada impede a coexistência de duas designações, uma em português e outra em inglês. A........
