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“O golo de Trubin”

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03.02.2026

A Arrigo Sacchi, famoso treinador italiano, atribui-se uma notável máxima: “o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes”.
Para qualquer benfiquista como eu, e para qualquer amante do desporto rei, como muitos de nós, o golo de Trubin contra o Real Madrid na passada quarta-feira, no estádio da Luz, confirmou o aforismo e traduziu em atos a beleza da condição humana.
Através de uma conjugação de fatores imponderáveis, o mais improvável dos jogadores de campo – o guarda-redes, conseguiu, da forma menos plausível – de cabeça, marcar o golo que parecia, àquela altura do jogo – para lá da hora, inalcançável. Um golo decisivo para que a equipa pudesse avançar na Liga dos Campeões e não caísse ingloriamente apesar de batendo um dos colossos do futebol europeu.
Numa demonstração de superação individual e coletiva, a história fez-se e a estória fica para a posteridade.
Albert Camus chegou a escrever que tudo quanto sabia de moralidade e dos deveres do Homem o devia ao futebol.
Compro, sem regatear, o predicado Camusiano, e julgo ser óbvio como o desporto em geral e o futebol em particular são a janela mais crua e imediata para a natureza humana.
Serve isto para dizer que os impossíveis ou improváveis se tornam realidade, justamente por força da condição humana, do........

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