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“Liberdade para aprender”

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21.04.2026

No mês passado, refletimos sobre o lugar da criatividade na escola — sobre como o pensamento divergente, tantas vezes tolerado, mas raramente promovido, é afinal uma dimensão central da aprendizagem e não um acessório do currículo. Abril convida-nos a aprofundar esse caminho, mas por uma entrada diferente: a da liberdade. Falamos de conquista, de transformação, de uma mudança que marcou gerações e que continua a ser evocada como um valor fundamental da nossa sociedade. Mas, quando entramos na escola, importa fazer uma pergunta que nem sempre é confortável: até que ponto as nossas práticas educativas refle- tem, de facto, essa liberdade de que tanto falamos? A escola, enquanto espaço de formação, continua muitas vezes organizada em torno de estruturas rígidas, de programas extensos, de tempos fragmentados e de respostas previamente definidas. Ensina-se o que ensinar, como ensinar e quando ensinar, com pouca margem para que o aluno participe verdadeiramente nesse processo. E, no entanto, a investigação tem vindo a mostrar de forma consistente que a aprendizagem significativa exige envolvimento ativo, autonomia e sentido de........

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