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“Prevenir, para não remediar! ”

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sunday

À chegada do Verão, a estação louca impõe-se, como um relógio suíço, ou a inevitabilidade do calor que traz consigo o amolecimento das pulsões, o adormecimento das revoltas e indignações. Tudo se vai desculpando, por estes dias de sol e mar. Desde o caos na Educação, que o inepto ministro, apesar de simpático e bem-intencionado, não tem conseguido gerir da forma mais responsável, pesem os aplausos dos seus partidários e suas clientelas; aos casos na Saúde, que nunca sai da ordem do dia, com mortes escusadas e o desmantelamento indesculpável do SNS por parte de quem tem a missão sagrada de defendê-lo; a uma Justiça que deixa muito a desejar; a um ministro da Administração Interna que não consegue descalçar uma bota que ele próprio encatrafiou, atabalhoadamente e que não se sabe onde vai parar, nestes dias de piscinas e atrelados. E, last but not least, a uma agenda política absolutamente extremista de direita, comprometendo AD, IL e Chega para proibir as burcas em Portugal. Mas desde quando é que as burcas são problema público em Portugal, a não ser nas cabeças preconceituosas, cretinas e xenófobas daqueles partidos? Todavia, descontadas as loucuras de verão de políticos e politiqueiros, todos os anos, indeclinavelmente, impõe-se um fenómeno de que não conseguimos libertar-nos, nem que a vaca tussa ou o mar suba até à nascente dos rios. Portugal é, anualmente, o espelho do que supõe ser o mais horripilante Inferno. Um país a arder, criminosamente transformado em dantesco e incontrolável braseiro, que não poupa florestas sem fim, quintas e quintais, habitações e tudo o que possa alimentar o seu fogo diabólico. Muitas vezes, infelizmente, com perdas de vidas humanas, sempre de lamentar, mas que se somam, ano após ano. Como sempre a........

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