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“Uma flor bem portuguesa”

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18.05.2026

No quintal da minha querida sogra, por terras de Penha Longa, existe um pequeno roseiral voltado para o centro da aldeia. Desse recanto, situado no patamar mais alto do terreno, avista-se o coração daquela bela povoação com uma serenidade difícil de descrever. É dali que melhor se escuta o repicar do sino da torre sineira da igreja onde me casei, um som que marca o tempo já vivido e, ao mesmo tempo, anuncia a procissão que ainda está por chegar. Quando lá vou, tal como as abelhas que por ali passam aos ziguezagues, detenho-me diante das rosas. Por incrível que pareça, vejo-as sempre bem cuidadas, tal como o resto do jardim. Aquele espaço transmite a tranquilidade dos dias de canícula que ousam queimar-nos a pele. É ali que procuro descansar e respirar ar puro, mirar as hélices da serra bem lá no fundo, para além de brincar um bocado com as minhas duas pequenas flores. Hoje, curiosamente, encontrei a mais velha a cantarolar o tema da rosa, tentando imitar o cante dos........

© Correio do Minho