"Ninguém é totalmente bom nem totalmente mal": mocinhos, bandidos e o canguru viajante
"Ninguém é totalmente bom nem totalmente mal." Era assim que o saudoso professor Carlos Chagas, um dos grandes jornalistas brasileiros do século 20, referia-se às idiossincrasias de políticos e outras figuras públicas controversas. (Aqui, discordo do grande mestre: não é possível haver traço de bondade em genocidas de judeus e de palestinos, por exemplo.)
Porém, de forma generalizada, é fato que não podemos categorizar pessoas em boas ou ruins como fazemos com comida, filmes ou cantores. Da mesma forma, caímos em um erro grosseiro ao enaltecer ou demonizar coisas — entre elas, a inteligência artificial (IA).
Por muitos anos, nós convivemos com a IA, sem nos darmos conta. É ela quem corrige automaticamente o que escrevemos no celular e no computador — o que, muitas vezes, resulta em erros grosseiros. Também são os sistemas inteligentes os responsáveis por abrir o portão da garagem por reconhecimento facial.
Só fomos percebê-la, contudo, quando começaram a se popularizar os aplicativos........
