O custo de legislar devagar sobre terras raras
Philipe Moura — professor convidado da Fundação Dom Cabral e diretor de Estratégia da Eurasia Group para Brasil e América Latina
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A ordem geopolítica se fragmentou e, em um mundo de cadeias de suprimento sob risco, os ativos duros ganharam peso estratégico. As terras raras estão no centro dessa disputa, presentes em chips, inteligência artificial (IA), transição energética e defesa. O Brasil detém cerca de 25% das reservas conhecidas do mundo, segundo o USGS, mas responde por menos de 1% da extração: o país é um gigante adormecido diante de uma corrida que já começou.
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O projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos perdeu força no Senado e deve ficar para depois do recesso, preso ao embate conjuntural entre o Planalto e o comando da Casa. O impasse é político, mas o custo é econômico. O calendário do investimento não necessariamente acompanha o ritmo legislativo, e cada trimestre de indefinição pesa para quem decide agora onde alocar........
