Entre muros e pontes: a revolução espiritual de Francisco
» FÁTIMA SOUSA, Professora da Universidade de Brasília (UnB) e super intendente do Hospital Universitário da UnB
Desde que subiu ao trono de Pedro em 2013, o papa Francisco imprimiu à Igreja Católica um vigor reformador que sacudiu estruturas, desafiou ortodoxias e devolveu à fé seu rosto mais humano. Em tempos de muros, medos e exclusões, ele escolheu pontes, coragem e acolhimento, uma liderança espiritual que reconecta o sagrado à dor do mundo.
Primeiro papa latino-americano da história, Francisco trouxe à tona uma Igreja mais próxima dos pobres e vulneráveis, desafiando tradições de formalismo e rigidez. Ele fez da periferia — geográfica e existencial — o novo centro de sua ação. Em visitas a comunidades marginalizadas, campos de refugiados e prisões, mostrou que o cuidado pastoral começa escutando os que historicamente foram deixados à margem.
Ele também não se furtou a denunciar as feridas do nosso tempo, como a injustiça social, a desigualdade econômica, a crise ambiental e o drama das migrações. Enfrentou temas espinhosos: a acolhida de imigrantes e refugiados, os direitos das pessoas LGBTQIA , a proteção dos pobres e a........
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