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Botija, rombo, buraco e presente

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30.04.2026

Cristovam Buarque — professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)

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Chamava-se botija à caixa cheia de dinheiro enterrada no terreno de uma casa. O dono do Banco  Master descobriu uma botija guardada nos cofres do BRB e corrompeu seus zeladores para repassarem R$ 12 bilhões ao seu banco. Quando o roubo foi descoberto, fizeram uma lei para colocar dentro da botija o terreno onde ela estava. Os donos do dinheiro roubado pagam seu prejuízo vendendo sua propriedade fundiária. A crise na saúde, o desastre na segurança, a vergonha na educação e a corrupção astronômica não são vistos como ameaças à ordem social mas, em nome da ordem, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceita vender terreno do povo para cobrir o roubo feito contra o povo.

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Para salvar o Master, o Governo do Distrito Federal comprometeu as finanças públicas a ponto de não conseguir financiar a comemoração de aniversário de Brasília (e bastaria 1% da propina identificada pela Polícia Federal em benefício do presidente do BRB).

O rombo do BRB e a falta de dinheiro para a festa de 66 anos da........

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