A eleição da IA
Marcelo Vitorino — consultor e professor de marketing político
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A inteligência artificial (IA) não vai decidir a eleição deste ano. Quem decide continua sendo o eleitor. Mas ela já decidiu uma coisa: quem está chegando até esse eleitor e quem está falando sozinho. A maioria dos candidatos ainda não percebeu de que lado está, porque entrou na inteligência artificial pela porta mais rasa, a de fazer vídeo, música e foto.
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É só olhar o noticiário. Em dezembro, Romeu Zema publicou um vídeo gerado por IA no qual aparece cantando numa banda, com o vice na bateria, numa brincadeira sobre os costumes mineiros. No campo de Flávio Bolsonaro, os apoiadores produziram tanta imagem artificial do pré-candidato que a campanha precisou marcar um ensaio fotográfico só para ter foto de verdade. Renderam comentário, viralizaram. E não passam da casca.
Acompanhei de perto a chegada das redes sociais à política. Vi candidato tratar aquilo como moda passageira e ficar para trás. Vi outro entender cedo o que estava acontecendo e abrir uma vantagem que o adversário não recuperou mais. O que vejo agora tem o mesmo tamanho, talvez........
