O arriar das malas em Brasília
Na última sexta-feira, 15 de agosto, completei 38 anos de Brasília. São quase quatro décadas de uma certa devoção, devo dizer. Cheguei na época que considero a mais linda desta cidade, em plena seca. Meu olhar sempre foi inclinado à beleza da contradição. Aqui, tornou-se exponencial. Uma terra sertão, seca; um céu que é mar, imenso; um verde que brota em flor em meio à poeira vermelha; um nascer e um pôr do sol que roubam o ar.
Jamais vou esquecer o dia que cheguei, porque senti que Brasília era meu novo lugar no mundo. E assim foi. Assim é. Nunca pensei em sair, mesmo amando meu Pernambuco, meu Nordeste, de onde vim e que guardo no coração. Desde sempre, Brasília me acolheu. Sobre a aridez que tanto........
