O dia em que o empreendedor vira refém do próprio negócio
Existe uma frase muito comum no setor de alimentação. Talvez você mesmo já tenha dito ou ouvido alguém dizer: “Se eu não estiver aqui, nada funciona.” Ou ainda aquela máxima repetida há gerações: “É o olho do dono que engorda o gado.”
Normalmente, essas frases vêm acompanhadas de certo orgulho. Como se fossem provas de comprometimento, competência ou dedicação. Como se carregar tudo sozinho fosse um sinal de força e responsabilidade. Durante muito tempo, o mercado admirou esse comportamento e até ajudou a transformá-lo em virtude.
O cansaço silencioso das empresas gastronômicas
A NR-1 não é sobre segurança do trabalho. É sobre negócios mal estruturados
Mas existe uma pergunta difícil por trás dessa lógica.
E se isso não for comprometimento?
E se for dependência?
A maioria dos negócios nasce exatamente assim. O empreendedor abre as portas, atende clientes, faz compras, resolve problemas, cobre faltas, negocia com fornecedores, acompanha pagamentos e participa de praticamente todas as decisões da operação. No início, isso é natural. Existe entusiasmo, proximidade e até uma sensação de controle que traz segurança. Afinal, a empresa ainda está aprendendo a existir.
O problema surge........
