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Quando foi que ser bom deixou de ser suficiente?

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27.08.2026

Durante muito tempo, conheci excelentes profissionais que quase ninguém conhecia.

Médicos disputados que não apareciam em lugar nenhum. Advogados cuja reputação circulava muito mais do que seus rostos. Empresários conhecidos pelas empresas que construíram, e não pela quantidade de pessoas que os seguiam.

Quem compreendeu o negócio antes de acusar?

Quem defende quando todos já condenaram?

Ninguém precisava saber onde eles estavam naquela manhã, o que tinham feito no fim de semana, onde almoçaram ou o que pensavam sobre o assunto do dia.

O trabalho falava antes da pessoa. Alguma coisa mudou.

Hoje, podemos ser extraordinariamente competentes e, ainda assim, permanecer invisíveis para boa parte das pessoas que poderiam precisar do nosso trabalho.

Não basta necessariamente fazer. Parece que também precisamos mostrar que fazemos. E não digo isso como crítica às redes sociais. Elas democratizaram a comunicação, aproximaram pessoas, derrubaram intermediários e permitiram que profissionais excelentes, antes conhecidos apenas em círculos restritos, apresentassem suas ideias para milhares de pessoas.

Talvez nunca tenha sido tão fácil ser encontrado. Mas talvez nunca tenha sido tão difícil saber até onde devemos nos mostrar. Existe uma diferença entre ser conhecido e estar exposto. E tenho a impressão de que estamos aprendendo essa diferença enquanto vivemos.

A princípio, parece simples. Você mostra um pouco do seu trabalho. Depois, percebe que as pessoas também se interessam pelos bastidores. Então mostra uma reunião, uma viagem, uma obra, um almoço, uma conversa, um momento em família.

Até que acontece uma coisa curiosa. Em determinado momento, você........

© Campo Grande News