Como a China responde às preocupações internacionais sobre as questões étnicas por meio de uma lei
No Templo do Céu, em Pequim, um turista estrangeiro filmava com uma pequena câmera de uma marca chinesa.
Para a comunidade internacional, a promulgação desta lei e os valores que ela incorpora demonstram avanços nas teorias chinesas sobre as questões étnicas e nas práticas jurídicas relacionadas, em comparação tanto com os modelos ocidentais quanto com o antigo modelo soviético.
A Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnico da República Popular da China entrou em vigor em 1º de julho de 2026. Sob uma perspectiva internacional, analiso de forma sistemática a concepção chinesa sobre as questões étnicas e o modelo de governança incorporado à legislação, assim como a maneira pela qual a lei, por meio de uma linguagem jurídica clara, responde à opinião pública internacional, em especial aos debates sobre o desenvolvimento dos direitos humanos na China.
Pergunta: Sob a perspectiva dos intercâmbios internacionais, de que forma esta lei transmite ao mundo uma concepção chinesa sobre as questões étnicas e a governança? Como ela ajuda a comunidade internacional a compreender o trabalho e as políticas da China nessa área?
Resposta: Sob a perspectiva dos intercâmbios internacionais, a promulgação da lei transmite de maneira clara as concepções próprias da China sobre as questões étnicas — “igualdade étnica, unidade étnica e prosperidade comum de todos os grupos étnicos” —, assim como sua filosofia de governança centrada no Estado de Direito, na igualdade e na unidade.
Na gestão das relações étnicas, a China não adotou nem o modelo ocidental de “autonomia étnica” nem a abordagem do “caldeirão cultural”.
Como observou o falecido historiador chinês Qian Mu, que viveu entre 1895 e 1990, a Grécia Antiga possuía um povo sem Estado, a Roma Antiga possuía um Estado sem povo, enquanto a China Antiga possuía tanto um Estado quanto um povo.
A configuração étnica chinesa é caracterizada por grandes comunidades miscigenadas que convivem com pequenos assentamentos concentrados, profundamente entrelaçados entre si — uma expressão viva do conceito de uma “pátria compartilhada”.
A lei sustenta o princípio de ampliar os elementos comuns, ao mesmo tempo que respeita e acolhe as diferenças, colocando a identidade coletiva e o desenvolvimento compartilhado no centro de sua abordagem.
Orientada para a construção da comunidade da nação chinesa, ela transcende a lógica ocidental da competição entre direitos individuais.
Guiada pelas filosofias da “harmonia na diversidade e do florescimento de todos na prosperidade” e da “coexistência harmoniosa”, a lei apresenta sistematicamente à comunidade internacional aquilo que define como a essência das políticas étnicas da China: não a assimilação, a discriminação ou a repressão, mas um modelo de governança fundamentado na igualdade, na inclusão e no desenvolvimento.
Para a comunidade internacional, a promulgação desta lei e os valores que ela incorpora demonstram avanços nas teorias chinesas sobre as questões étnicas e nas práticas jurídicas relacionadas, em comparação tanto com os modelos ocidentais quanto com o antigo modelo soviético.
A lei incentiva a comunidade internacional a abandonar preconceitos, respeitar as diferenças e promover o diálogo sobre uma base de........
