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O que é que o Recife tem?

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14.08.2026

Inácio Araujo, crítico da Folha de S.Paulo, chamou a atenção nesta semana para o novo cinema de Pernambuco. Vale a pena citar trechos do artigo:

“Hoje, ninguém dirá que os quatro filmes a serem apresentados constituem uma mostra exaustiva. Ela comemora datas redondas — ‘Baile Perfumado’ completa 30 anos; ‘Baixio das Bestas’, de Cláudio Assis, e ‘Cinema, Aspirinas e Urubus’, 20 anos; enquanto ‘Boi Neon’, de Gabriel Mascaro, chega à primeira década…

Samuel Paiva, professor de cinema na Universidade Federal de São Carlos, esteve na equipe do filme (Baile Perfumado) e situa a origem do movimento recifense nos anos 1980, quando grupos de estudantes que se interessavam pela arte se juntaram para ver filmes, estudá-los e fazer seus primeiros curtas.

No mais, estavam em sintonia com a nova visada trazida pelo movimento manguebeat, de Chico Science e Fred Zero Quatro, e, ao mesmo tempo, sentiam-se ligados à tradição cultural do estado. Para o crítico Luiz Joaquim, ‘no grupo, eram solidários entre si. Coisa típica de uma pequena grande cidade. E isso ajudava a protegê-los de excessivas influências sudestinas’”.

Mas aqui, uma vez mais, há uma mistura de pessoas com a história da cidade. Um encontro de união indissolúvel, podemos dizer. Os grupos de estudantes que se juntaram........

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