A Nova Era da IA: dos humanoides e o poder de criar o próprio futuro
Nesta entrevista com Veronyka Gimenes, falamos de IA, poder e a lista dos 100 nomes mais influentes da IA — na qual ela figura ao lado de poderosos como Sam Altman, Elon Musk e tantos outros. O fato é que vivemos um momento de inequívoca virada histórica, e a expressão “transformação digital”, que nos acompanhou nas últimas décadas, já parece insuficiente para dar conta do que estamos vivendo. Entramos em uma nova etapa: a da transformação digital inteligente, marcada pela convivência cada vez mais direta entre seres humanos, máquinas e sistemas capazes de operar por meio da linguagem natural.
Essa transição tecnológica não acontece no vácuo. Ela se tornou também um dos principais terrenos da disputa geopolítica contemporânea, especialmente entre Estados Unidos e China. Enquanto os norte-americanos ampliam investimentos e estratégias para consolidar sua liderança no setor, a China avança rapidamente na corrida por infraestrutura, inteligência artificial, robótica e autonomia tecnológica.
Um dos fenômenos mais visíveis dessa transformação é o avanço dos robôs humanoides, impulsionados pela evolução dos grandes modelos de linguagem (LLMs). Assim como o ChatGPT popularizou a inteligência artificial generativa em escala global, os humanoides podem produzir uma nova ruptura na relação cotidiana entre pessoas e máquinas.
Assistentes domésticos, cuidadores, máquinas capazes de atuar em ambientes hospitalares ou em trabalhos de alto risco podem deixar de pertencer ao imaginário da ficção científica e passar a integrar, progressivamente, a vida cotidiana.
“A linguagem se libertou de nós através da Inteligência Artificial. Hoje, ela é o meio pelo qual todas as máquinas conversam entre si — da geladeira ao computador, da TV aos modelos de linguagem soberanos do governo ou de Big Techs americanas”.
Mas, diante dessa transformação, uma pergunta permanece incontornável: quem........
