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Como China e Paquistão podem entregar o verdadeiro acordo

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28.05.2026

O presidente Xi recebe o presidente Trump em Pequim. Menos de uma semana depois, ele recebe o presidente Putin: os dois assinam uma declaração conjunta estratégica apontando para uma reestruturação de fato do sistema de relações internacionais. No início desta semana, o presidente Xi recebe uma delegação de alto nível paquistanesa, da qual faz parte o marechal de campo Asim Munir, o principal mediador entre o Irã e os Estados Unidos.

Tudo isso está estreitamente interconectado. Além dos acordos relativos ao Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), o carro-chefe entre os projetos das Novas Rotas da Seda, e dos acordos firmados entre Islamabad e a Alibaba, o fato é que o avalista silencioso dos fervilhantes trabalhos de mediação entre Washington e Teerã é a China.

A principal liderança paquistanesa, portanto, teve que ir a Pequim para explicar em detalhe todas as idas e vindas.

Fontes diplomáticas confirmam que Asim Munir, acabando de chegar de uma viagem de trabalho a Teerã, reafirmou ao presidente Xi que, da perspectiva do Irã, os compromissos assumidos pelos Estados Unidos não têm qualquer valor. O que é constantemente reiterado pelo porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqae.

Se um acordo, em algum momento, vier a ser assinado, portanto — seguindo-se a um possível avanço no memorando de entendimento (MoU), atualmente estagnado —, a assinatura da China é um imperativo absoluto. O mesmo se aplica à Rússia.

Enquanto isso, no frenético departamento das “idas e vindas”, o presidente Trump emitiu um absurdo ultimato a diversos países islâmicos, ameaçando retirá-los de “seu” acordo com o Irã — como se ele fosse o proprietário — caso eles não assinem simultaneamente os Acordos de Abraão.

Tradução: toda a guerra contra o Irã pode ter sido iniciada para, ao final, forçar o Oeste Asiático a normalizar Israel. O ministro da Defesa do Paquistão já recusou a ordem de Trump.

Uma investigação diplomática atualmente sendo conduzida — do Oeste e Sul Asiáticos até a China — revelou que um possível acordo Irã-Estados Unidos, apesar de tudo, ainda não morreu. Mas está entrando em sua fase mais delicada e perigosa.

Essencialmente, um acordo bastante substancial foi alcançado entre o Irã, os Estados Unidos, a Arábia Saudita e Qatar — mas não necessariamente com os Emirados Árabes —, tendo o Paquistão como principal mediador e a China oferecendo um sólido apoio, aceito por todos.

Os diplomatas esperam um anúncio formal já para as celebrações do Eid, que, em 2026, caem no próximo........

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