A branquitude é o alvo ou que aprendi com colegas da FAED/UDESC
NOTA INTRODUTÓRIA
Recentemente, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, justificou ao Supremo Tribunal Federal, STF, o fim das Cotas Raciais nas universidades catarinenses, alegando que nosso estado é “o mais branco do país. Ver aqui. Embora aparentemente anacrônico, este discurso está no centro da identidade catarinense. Ou seja, aqui o negro é visto como não existente. Logo, nosso, agora nacionalmente ilustre governador, será reeleito por ampla margem.
Como nos EUA, a tendência é personalizar na pessoa do governante de plantão uma característica que nos singulariza em relação ao restante da população brasileira. Não temos vergonha de afirmar nosso supremacismo racial.
Como Donald Trump, ele é a expressão de um profundo conservadorismo. O problema, é que do outro lado, naqueles que dizem representar a esquerda, mas não passam de liberais, como bons seguidores de Bill Clinton e o charmoso Barack Obama, eles precisam produzir uma justificativa não racial para o seu racismo a fim de difamar, criminalizar e produzir o linchamento de seus adversários.
Esta aparente polêmica que tem sensibilizado muitos nas redes sociais e mídias, me inspirou a republicar uma pequena carta que escrevi em junho de 2015, três anos antes da perseguição que eu jamais poderia prever seu terror e brutalidade que afetou a mim e minha família e me levou a demissão em 2022.
Quase 11 anos depois, oito anos de tratamento psiquiátrico e terapêutico, ao relê-lo identifico sua atualidade e sua contribuição para entender o que é a dominação espectro total. Como dizia Eduardo Galeano, “Não há história muda. Por mais que a queimem, que a dilacerem, por mais que mintam, a história humana se nega a calar a boca.”
A branquitude é o alvo ou que aprendi com colegas daFAED/UDESC
"Somente homens livres podem negociar." (Nelson Mandela)
Não sei se um dia me recuperarei do último ataque racista sofrido no........
