A guerra mineral abre uma janela
O “Project Vault”, anunciado pelo governo Donald Trump em 2 de fevereiro de 2026, com um fundo de US$ 12 bilhões para estoques estratégicos de minerais críticos, reposiciona o tema no centro da segurança econômica. O recado é objetivo: a disputa entre Estados Unidos e China entrou na fase de contratos, financiamento e comando de cadeia. Para o Brasil, isso não é assunto externo. É uma janela para reorganizar sua estratégia industrial usando um ativo que passou a ser tratado como infraestrutura.
O Brasil tem reservas, produção e potencial de expansão em lítio, nióbio, terras raras, cobalto e outros insumos ligados à transição energética, defesa e semicondutores. O problema é conhecido: exporta-se matéria-prima, importa-se tecnologia e valor agregado. A nova corrida por minerais tende a empurrar o país para um de dois papéis: fornecedor rápido para o estoque americano ou peça secundária em cadeias já integradas pela China no 15º Plano Quinquenal (2026–2030). Há alternativa: arbitragem de Estado, com regras e condicionalidades para transformar minério em capacidade produtiva e tecnologia.
A reunião ministerial em Washington, presidida por Marco........
