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UEFS e Pronera: lutar e defender a inclusão pela educação

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14.05.2026

[…]Ao longo das últimas quatro décadas, seus “alunos” foram emergindo da esfera

da ingenuidade para a esfera da crítica; da passividade à militância;

da dor à esperança; da resignação à utopia.

Por este novo Brasil, muito obrigado professor Paulo Freire”.

“Estar na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) é estar no mundo da diversidade cultural e das discussões plurais, estabelecidas a partir da natureza heterogênea dos diferentes protagonistas que dialogam nos e pelos múltiplos espaços no campus, nos campi e fora dos muros acadêmicos”, aponta apresentação do projeto Turma Especial de Direito para Beneficiários da Reforma Agrária, da UEFS, em 2011.

Uma vez mais, a UEFS recepciona uma turma de Direito para beneficiários da reforma agrária, abrindo seu território de saberes e de conexão com as demandas civilizatórias da contemporaneidade, para abrigar um projeto de inserção de sujeitos dos movimentos sociais do campo no processo de conhecimento, com sua credencial de universidade socialmente referenciada.

Lembre-se aqui o pioneirismo da Universidade Federal de Goiás (UFG) em aliança com os movimentos sociais, exemplar da resistência aos atropelos ideológicos de setores em oposição a um curso de Direito para “gente do campo”, um comportamento elitista que flertava claramente com discursos próprios da patologia discriminatória colonialista.

Vencida essa estreiteza de compreensão sobre a nobreza política de reconhecer ao campo direitos iguais aos da urbis, a UFG foi vitoriosa em seu propósito de graduar a primeira turma de Direito para beneficiários da reforma agrária, a turma Evandro Lins, instituída em agosto de 2007, no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), política pública nutrida pelo governo, alinhada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), direcionada às peculiaridades do campo, na perspectiva de promover a educação de jovens e adultos nos espaços de reforma agrária. 

Inspirada nesse fôlego pedagógico e arrojado da UFG, abrindo espaços na universidade pública para a entrada justa e legítima de categorias apartadas dos debates teóricos pelas desigualdades sociais, a UEFS recepcionou o chamado do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), alinhado à Via Campesina Internacional, aos quais se agregaram o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de........

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