menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O candidato da vassalagem e do entreguismo

12 0
17.08.2026

No “patético” programa de governo de Flávio Bolsonaro, um mero aglomerado de clichês da extrema-direita, há uma parte que se destaca pela hipocrisia e pela total inversão da verdade histórica e dos valores constitucionais que regem a política externa do Brasil.

Com o falacioso título “soberania com profissionalismo, não com ideologia”, o candidato que prometeu a Marco Rubio a participação dos EUA na sua equipe de transição, uma clara ilegalidade e uma evidente traição à soberania nacional, afirma que “nos últimos anos, a política externa brasileira trocou o interesse nacional pela ideologia, protegendo regimes propensos ao terror e seus criminosos. “Nossa proposta é o oposto: uma diplomacia guiada pelo profissionalismo e pelo pragmatismo, não pela ideologia”.

Ora, o candidato está muito confuso, para dizer o mínimo. Está confundindo o governo Bolsonaro, um governo que primou pela vassalagem desavergonhada em relação aos EUA, a qual ele pretende emular e aprofundar, com o governo Lula, que efetivamente defende o Brasil contra agressões estrangeiras estimuladas pelo próprio Flávio Bolsonaro e seus aliados.

Com efeito, em política externa, o governo Bolsonaro maculou a imagem do Brasil no exterior e comprometeu o protagonismo internacional do país e sua soberania. Praticou-se uma política de intencional isolamento, com base na opção ideológica pelo “antiglobalismo”, calcada numa luta irracional contra a suposta ameaça do “marxismo cultural”, que estaria corroendo os autênticos fundamentos e valores da civilização ocidental. O próprio chanceler da época, Ernesto Araújo, chegou a reivindicar, como positiva, a condição de pária para o Brasil.

Nos grandes encontros internacionais, Bolsonaro era evitado como alguém que portava moléstia muito grave e contagiosa. Um autêntico representante da barbárie. Esse “isolamento reacionário” via no meio externo “globalista” a fonte de conspirações que justificavam posturas negacionistas e rupturas com a tradição diplomática brasileira, no pós-redemocratização.

Bolsonaro, como é amplamente sabido, alinhou sua política externa numa aliança subalterna com os EUA de Trump e de Steve Bannon. Fazia patéticas declarações de amor a Trump e batia continência para a bandeira dos EUA. Por causa disso, chegou mesmo a comprometer as nossas relações com a China, nosso principal parceiro comercial.

Bolsonaro, de fato, era muito profissional. Um profissional da vassalagem, da submissão e do entreguismo, como o candidato Flávio é.Lula rompeu com essa vassalagem neocolonial. Lula rompeu com o isolamento........

© Brasil 247