A Ucrânia continua a perder
Há um mito que está circulando nas mídias brasileira e ocidental, sempre bastante desinformadas, sobre o conflito na Ucrânia.
O mito é o de que a “guerra dos drones” promovida pela Ucrânia está desequilibrando o cenário do conflito a favor de Kiev e que a Rússia estaria sofrendo muitos danos “irrecuperáveis” e começando a “perder a guerra”.
Ora, se bem é verdade que a Ucrânia está conseguindo atingir alvos dentro da Rússia, inclusive civis, e provocando danos na infraestrutura econômica russa, como em refinarias, por exemplo, os prejuízos vêm sendo grosseiramente exagerados pela mídia ocidental.
Fala-se, por exemplo, em prejuízos de mais de US$ 13 bilhões para a indústria de hidrocarbonetos russa. São números grosseiramente exagerados. Para alguns think tanks, como o conservador Carnegie Endowment, por exemplo, esses prejuízos não chegariam a um décimo desse número inflado.
Esse “catastrofismo” em relação à Rússia não é novo.
No início do conflito, a maioria das organizações econômicas internacionais acreditava que a Rússia entraria em colapso. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) e o Goldman Sachs previram uma queda de 10% no PIB russo em 2022. O Barclays previu 12,4%. O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) previu 15%. O mais cauteloso de todos foi o Bloomberg Economics, sob a direção de Alexander Isakov, que previu uma contração de 9%.
No entanto, para surpresa dos “analistas” ocidentais, a Putinomics floresceu em 2023-24, com os primeiros sinais de crescimento surgindo já em meados de 2022. Em apenas dois anos, o PIB........
