A desigualdade de SP não tem fronteira
Acaba de ser lançada a primeira edição do Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo. E este é um documento sobre o qual devemos nos debruçar. Produzido pelo Instituto Cidades Sustentáveis, ele traz um retrato que lança luz sobre as múltiplas distorções entre os municípios que margeiam a capital e acende um sinal de alerta para todos aqueles que pensam o futuro de São Paulo.
O instituto já é conhecido pelo trabalho realizado na capital por meio da Rede Nossa São Paulo. Agora, a mesma metodologia foi ampliada para os 39 municípios da Região Metropolitana, uma iniciativa que os deputados estaduais do PT Emídio de Souza, Rômulo Fernandes e eu ajudamos a viabilizar por meio de emendas parlamentares. O resultado ajuda a enxergar algo que quem vive nas periferias já conhece há muito tempo: a desigualdade não termina na divisa de um município, ela atravessa a metrópole.
As diferenças entre os municípios são enormes. E, em muitos casos, tão grandes quanto aquelas que separam as regiões mais ricas das periferias da própria capital. Os desafios diagnosticados na zona Leste de São Paulo, por exemplo, são semelhantes aos de suas cidades fronteiriças, como Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Mauá; o mesmo se repete no Norte e Noroeste metropolitanos e as vizinhas Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar, Osasco e Cotia; assim como os contíguos à Zona Sul Itapecerica da Serra e Diadema, e áreas de mananciais de São........
