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O caso Orelha e o país que aprende a conviver com a barbárie

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30.01.2026

A tortura e mutilação do cachorro Orelha por quatro adolescentes, na Praia Brava, uma das regiões mais nobres de Florianópolis, não causou comoção nacional por acaso. O horror não foi apenas o crime em si, mas o que ele revela sobre o Brasil que estamos naturalizando: um país onde a crueldade se repete, a impunidade se arrasta e a indignação precisa disputar espaço com a anestesia moral.

O que chocou no caso Orelha foi a violência em estado bruto - sem álibi, sem justificativa, sem conflito. Um ato de sadismo contra um ser indefeso. Quando a brutalidade surge assim, despida de qualquer narrativa que a maquie, ela nos obriga a encarar uma pergunta incômoda: até onde fomos na banalização do mal?

Esse episódio dialoga diretamente com outros crimes emblemáticos que marcaram o país nos últimos anos. O assassinato da vereadora Marielle Franco, executada no coração do Rio de Janeiro, tornou-se símbolo internacional não apenas pela violência, mas pela demora nas investigações, pelas lacunas e pelas resistências em esclarecer completamente quem mandou matar e por quê. A mensagem transmitida foi clara: a justiça no Brasil........

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