O imperialismo e sua encruzilhada
Olhando em retrospectiva as quatro últimas décadas de nossas contendas eleitorais, somos levados a concluir que Lula está agora enfrentando o mais insignificante e despreparado de todos os adversários contra os quais ele já se confrontou ao longo do tempo.
Há quase que um consenso entre os analistas que o representante do clã bolsonarista que encabeça a principal chapa de oposição consegue ser até menos culto, mais grosseiro e troglodita que o próprio patriarca a quem ele deve sua indicação. Em suas duas dezenas de anos de atividade parlamentar, ele jamais exerceu qualquer protagonismo em nada de algum significado real. Não havendo herdado sequer o demencial carisma que caracteriza seu progenitor.
Não obstante a validade das observações recém mencionadas, Lula está imerso na mais encarniçada campanha eleitoral de sua vida. O que poderia explicar esta tão aberrante contradição?
Para começar a clarear o panorama, é preciso ter consciência que a espinha dorsal das forças inimigas do povo brasileiro não está constituída pelos personagens que integram nominalmente o movimento nazifascista conhecido como bolsonarismo. Na verdade, estes são tão somente ferramentas a serviço daqueles que, em essência, determinam a pauta que eles devem........
