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Quintal

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10.09.2026

Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcando-a um pouco para entrar na terra(…) Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando.

Rubem Braga escreveu assim, com admirável simplicidade, na página 209 do livro “Ai de ti Copacabana”. Era o verão carioca de 1960.

Rubem Braga, talvez o mais brilhante cronista do Brasil, era e ainda é daqueles que causam a boa inveja aos cronistas sobreviventes. A gente lê e se belisca: “por que eu não tive essa ideia?”.

Descobri tênue semelhança minha com Braga. Claro que não é o texto. Muito menos o olhar refinado para mundo. Também nada tem a ver com o currículo. Rubem Braga escreveu em uma infinidade de jornais e revistas, era um campeão de vendas, foi correspondente de guerra, se destacou como editor, ainda morou em diversos países, foi embaixador e o melhor: entre a política e a Literatura, não titubeou.

O ponto comum é que........

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