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Se Jaques Wagner é mesmo amigo de Lula, é ele quem tem que pedir para sair

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19.06.2026

O senador Jaques Wagner tem todo o direito à presunção de inocência. Esse é um princípio fundamental do Estado Democrático de Direito e deve valer para todos, inclusive para adversários políticos. Ele deve ter o direito de se defender, de apresentar suas explicações e de demonstrar, se for o caso, que não cometeu qualquer irregularidade no episódio envolvendo o Banco Master.

Mas uma coisa é a esfera jurídica. Outra, completamente diferente, é a esfera política. E, politicamente, a permanência de Jaques Wagner como líder do governo Lula no Senado se tornou insustentável.

A operação da Polícia Federal contra Wagner e seus familiares produziu um desgaste evidente para o governo. Não apenas porque Wagner é um senador do PT. Não apenas porque é um aliado histórico de Lula. Mas porque ele ocupa uma função estratégica: como líder no Senado, fala em nome do governo, negocia com bancadas, articula votações e representa o presidente em uma das Casas mais importantes do Congresso Nacional.

Nesse cargo, não basta ser inocente. É preciso também não se tornar um problema político para o governo que se representa. E Wagner, neste momento, virou um problema político para Lula.

Além disso, a entrevista que ele concedeu à Band foi também muito ruim. Ao usar sua amizade de 45 anos com o presidente Lula como argumento para permanecer na liderança do governo, Wagner deslocou o debate para o terreno errado. Essa não é uma questão de amizade. Não é uma questão de afeto pessoal. Não é uma questão de trajetória compartilhada. É uma questão de responsabilidade política.

Se Jaques Wagner é, de fato, amigo de Lula, é ele quem deveria tomar a........

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