Quando inclusão se torna política de Estado
Talvez um dos abismos mais profundos da desigualdade brasileira tenha sido o do acesso ao saber. Aprender um segundo idioma, ler bons livros ou consumir produções audiovisuais de qualidade eram oportunidades historicamente reservadas às famílias da elite. Por muito tempo - muito mais do que deveria -, o acesso ao conhecimento, à cultura e à formação de qualidade foi tratado como privilégio no Brasil.
É por isso que resolvemos chamar a atenção para iniciativas do governo federal, como o MEC Idiomas, o MEC Livros e a plataforma Tela Brasil, que merecem ser analisadas para além de sua utilidade imediata. Elas representam uma concepção de Estado que entende o conhecimento e a cultura como direitos, e não como mercadorias.
O MEC Idiomas é um exemplo eloquente dessa visão. A plataforma oferece gratuitamente cursos de inglês e espanhol, do nível básico ao avançado, com cerca de 800 aulas, certificação e recursos de inteligência artificial para auxiliar na aprendizagem. Em poucos dias, já ultrapassou a marca de 212 mil usuários ativos em todo o país. Mais do que ensinar idiomas, a iniciativa rompe uma barreira histórica que separava milhões de brasileiros das oportunidades........
