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Frente a uma ameaça existencial, a estratégia do Irã é vencer ou morrer

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30.03.2026

Donald Trump assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2025 prometendo que os EUA não entrariam mais em guerras eternas, que o governo dele não iniciaria novas guerras. Na campanha eleitoral, dizia que iria acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia em 24 horas. Muita gente votou em Trump por conta dessa promessa, vendo aí uma boa chance de os EUA reduzirem seus gastos militares, que beiram, em 2026, os US$ 900 bilhões, superiores em muitas vezes aos de qualquer outro país do mundo.

Por uma série de razões, incluindo a influência que os sionistas têm na elite política dos EUA, Trump manteve a direção que a política norte-americana apresentou nas últimas décadas, sustentando o massacre na Faixa de Gaza, financiando a Ucrânia e entrando em uma nova guerra, agora com uma civilização de cultura milenar, que jamais aceitou se curvar a potências imperialistas.

É algo muito impressionante que os EUA tenham caído nesse lodaçal de forma tão infantil. Não me refiro apenas ao presidente dos EUA, sobre o qual pairam dúvidas acerca de sua sanidade mental. Mas como a máquina de guerra norte-americana — com o complexo militar-industrial, instituições governamentais e forças armadas — entrou nessa é algo realmente estarrecedor, que revela o nível das contradições existentes na dominação imperialista. Essa guerra é muito pior para os EUA do que o Afeganistão e o Iraque, conflitos em que foram derrotados. Depois de 20 anos no Afeganistão, os EUA saíram escorraçados por um grupo de guerrilheiros muito pobres, sem armas sofisticadas, infinitamente com menos recursos técnicos, políticos e militares do que o Irã.

O diagnóstico com que o governo americano entrou nessa guerra mostra a incompetência dos serviços de inteligência e a soberba desse país. Imaginaram que, com a decapitação das principais lideranças iranianas, incluindo o líder religioso máximo de 260 milhões de xiitas (em toda a região), e alguns bombardeios ao país, a população fosse se insurgir contra um governo supostamente impopular. Este foi o primeiro grande erro: em resposta à covardia do ataque, traindo novamente um processo de negociações, o povo saiu às ruas, mas para apoiar o governo islâmico.

Em uma mistura de desespero e demência, a linguagem usada pelo primeiro mandatário dos EUA é patética. Mesmo apanhando no campo de batalha, Trump vem usando uma linguagem que sugere que os iranianos imploram por um acordo, apesar de estes deixarem claro que não querem conversa com os agressores neste momento. Uma prova de que o presidente do governo americano está vivendo em um mundo paralelo são as últimas exigências feitas aos iranianos: o plano de 15 pontos, que é, na prática, uma ordem de rendição, de capitulação. Entre essas exigências estão o fim do enriquecimento nuclear, o fim da fabricação de........

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