Dark Horse é a ponta do iceberg: filme sobre Bolsonaro entra no radar de investigações sobre emendas, lavagem e até feminicídio
O filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro vendida como uma produção internacional financiada por capital privado estrangeiro, passou a ocupar o centro de uma teia de investigações que envolve suspeitas de desvio de emendas parlamentares, contratos públicos milionários, fintech, sorteios regionais, lavagem de dinheiro e até um caso de feminicídio.
No epicentro desse enredo aparece Karina Ferreira da Gama Bernassi, executiva da produtora Go Up Entertainment e presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG que firmou um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de redes de Wi-Fi gratuito.
Segundo o dossiê elaborado por fontes policiais, Karina teria construído um ecossistema empresarial baseado em ONGs, produtoras audiovisuais, uma fintech e empresas de “filantropia premiável”, criando uma estrutura capaz de captar dinheiro público, pulverizar recursos e remeter valores ao exterior por meio de contratos culturais.
O caso ultrapassou a esfera municipal e chegou ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o dossiê, no que diz respeito ao Congresso Nacional, o gabinete do ministro Flávio Dino abriu diligências para apurar a destinação de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, ambas ligadas a Karina Gama.
Os nomes citados na investigação incluem os deputados federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon. O objetivo seria verificar se verbas enviadas às ONGs acabaram beneficiando direta ou indiretamente a estrutura da Go Up Entertainment e a produção de Dark Horse.
O dossiê afirma ainda que Mário Frias destinou cerca de R$ 2 milhões em emendas........
