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A Europa entre a cruz e a espada

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31.03.2026

A atual abordagem da Europa em relação à Rússia pode ser dividida em duas maneiras distintas. Uma, que já se tornou clássica, que é atacar a Rússia utilizando terceiros, com o exemplo mais incisivo, sendo a Ucrânia, onde Bruxelas exige que se lute "até o último ucraniano". E a outra, que consiste em tentativas cautelosas de "diálogo" em busca dos seus interesses particulares na área energética por conta da agressão dos EUA e de Israel contra o Irã. Tal situação no Golfo Pérsico agrava crise energética na Europa e requer o retorno do fornecimento de energia russa. Em ambos os casos a Ucrânia ficará em segundo plano.

Quanto à primeira abordagem, embora o progresso das negociações de cessar-fogo russo-estadunidense-ucranianas permaneça extremamente incerto, não é segredo que os países da UE prometeram ao regime de Kiev financiamento por mais dois anos de conflito para impedir um acordo de paz sem a sua participação. Nesse sentido, a União Europeia visa influir nos rumos da guerra sem fazer parte da mesa de negociação, instituindo uma política que desagrada não só russos e estadunidenses, mas também vários países europeus.

A posição de liderança da UE sobre a questão ucraniana é caracterizada, por um lado, pelo medo das elites europeias de perderem a sua influência na Ucrânia e verem a sua política russofóbica ficar desacreditada. Por isso que a Europa não está interessada na paz que está sendo discutida na mesa de negociação patrocinada por Washington. Uma paz sem uma derrota estratégica nos termos e entendimentos de Anchorage (encontro de Putin e Trump no Alasca) é uma derrota estratégica para Bruxelas e uma humilhação para os........

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